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. Quem lê
um jornal, freqüentemente se depara com notícias
do tipo: o planeta Terra está aquecendo,
as geleiras estão derretendo, os rios contaminados
matam peixes e intoxicam a população
local, o buraco na camada de ozônio e os
gases do efeito estufa preocupam os cientistas. |
Texto de Patrícia
Spina Salem
Essas e outras notícias, de tão exaustivamente
batidas, acabam passando como qualquer outra, mas
a questão é: até quando vamos
ignorar um pedido de socorro do nosso planeta? Será
que teremos que esperar a água de nossas casas
acabar ou o calor se tornar insuportável? Devemos
aguardar que as conseqüências batam a nossa
porta de forma inexorável para só então
percebermos o quanto fomos inconseqüentes e irresponsáveis
com o patrimônio natural que nos foi presenteado?
Infelizmente, nós seres humanos, de uma forma
geral, nos consideramos superiores a tudo e a todos
que habitam o planeta. Essa pretensa superioridade
não nos permite enxergar que somos tão
dependentes da saúde do ambiente quanto um
peixe é do oxigênio contido na água.
A tendência à superioridade, somada à
ganância incondicional, nos tornaram as maiores
ameaças à vida no planeta. Além
de destruir a grande biodiversidade do planeta, seremos
vítimas de nossos próprios erros e vamos
sofrer fortemente as conseqüências.
A falta de conscientização e respeito
do ser humano contribui sobremaneira para a degradação
ambiental acelerada. O desperdício e mal uso
dos recursos naturais, o errado descarte de lixo e
outros resíduos, o aumento de gases emitidos
para a atmosfera e o desmatamento descontrolado são
apenas alguns exemplos de desenvolvimento insustentável.
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Tempo que seu lixo leva para
se degrada |
Vidro
Linha de nylon
Frauda descartável
Garrafa de plástico
Lata de alumínio
Plástico
Metal
Isopor
Copo de plástico
Saco plástico
Corda
Madeira pintada
Filtro de cigarro
Chiclete
Papel |
1
milhão de anos
600 anos
450 anos
450 anos
200 anos
100 anos
100 anos
80 anos
50 anos
35 anos
30 anos
3 anos
5 anos
5 anos
3 a 6 meses |
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Dados obtidos de pesquisas que têm sido realizadas
no mundo inteiro, revelam que o Planeta Terra está
sofrendo diariamente com as intervenções
causadas pela ações antrópicas.
As reações que presenciamos nos últimos
anos nos mostram que a natureza responde de maneira
drástica. “É bem provável
que tenhamos de enfrentar uma catástrofe ecológica
no próximo século, a não ser
que mudemos nosso estilo de vida, nossa economia e
nossas instituições. A parte mais importante
do novo paradigma consiste em construir uma sociedade
que nos permita satisfazer as necessidades do povo
sem destruir o sistema que nos sustenta e sem acabar
com nossas reservas naturais. Enfim, uma sociedade
na qual possamos nos manter sem destruir ou reduzir
as oportunidades para futuras gerações”
afirmou o físico quântico Fritjof Capra.
Lixo
A crescente preocupação
com o meio ambiente tem levado algumas pessoas
a mudar seus hábitos. A reutilização
do lixo, objetivando a preservação
ambiental, o incentivo à coleta seletiva
e a reciclagem de diversos tipos de material
já vêm sendo adotados nas principais
sociedades. Isto porém ainda não
é o bastante. O desperdício é
enorme e ecologicamente incorreto. Somente nos
Estados Unidos são gerados 200 milhões
de toneladas de lixo por ano, uma média
de 725 quilos por habitante. Mesmo quando comparado
com a capital do Brasil, que é quem mais
desperdiça lixo, esse número é
alarmante. Brasília produz 438 quilos
por habitante por ano. Que dirá quando
comparado aos países africanos, cuja
média de consumo por habitante é
40 vezes menor do que a americana.
Uma criança nascida em um país
industrializado colabora para o desperdício
e a poluição ambiental na mesma
proporção que 30 a 50 crianças
nascidas nos países em desenvolvimento.
Com o crescente aumento populacional e o consumismo
em ritmo acelerado, a tendência é
produzirmos cada vez mais lixo. Se continuarmos
jogando nosso lixo para fora de casa e não
dermos uma solução sustentável
para o problema, nossos netos ou bisnetos precisarão
de outro planeta para abrigar tanto lixo.
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Segundo a ASMARE (Associação dos catadores
de material reaproveitável), 64% dos municípios
brasileiros destinam seus resíduos sem tratamento
a lixões ou a cursos de água e em 20
% dos domicílios brasileiros, o lixo nem chega
a ser coletado. Engana-se quem ainda pensa que o problema
do lixo acaba na hora em que é deixado na porta
de casa para coleta dos serviços de limpeza
urbana. A maioria dos brasileiros não sabe
para onde os resíduos são destinados
e o que acontecerá com eles. Os diversos aterros
sanitários e lixões hoje existentes
no país já estão com suas capacidades
esgotadas.
As praias são um outro exemplo de nosso descaso
com a natureza. No últimos anos, as praias
vêm se transformando em verdadeiros depósitos
de lixo público. Além de as areias estarem
acumulando materiais inorgânicos que podem levar
até 100 anos para se degradar, como o plástico
(veja tabela), suas águas estão cada
vez mais poluídas e impróprias para
o banho. Experimente caminhar no final da tarde de
um domingo qualquer na praia e você não
saberá se está em uma praia ou em um
depósito de lixo. “O microlixo (bitucas
de cigarros, canudinhos, tampinhas e etc) deixado
na areia é um dos maiores vilões nas
praias. De acordo com os relatórios que produzimos
em nossas ações de limpeza de praia,
são os campeões em quantidade coletada
nas praias cariocas” afirmam Hildon Carrapito
e Anna Turano, coordenadores do Projeto Limpeza na
Praia, do Instituto Ecológico Aqualung. Esse
projeto, uma iniciativa maravilhosa para dar conscientização
ambiental nas praias através de multirões
de limpeza, tirou no ano passado em um só evento,
oito mil sacolas de lixo das praias cariocas (veja
mais na página 16).
Algumas dicas de como Reduzir
- Aproveite as duas faces das
folhas de papel, tanto na escrita, quanto para impressão
e fotocópias.
- Faça apenas o número necessário
de fotocópias.
- Adote coadores, guardanapos e toalhas de pano.
- Revise textos na tela do computador antes de imprimi-los.
- Use envelopes só quando necessário.
- Recuse folhetos de propaganda que não forem
de seu interesse.
- Faça assinatura comunitária de jornais
e revistas.
- Compre a granel hortifrutigranjeiros, grãos
e produtos de limpeza nas feiras e sacolões.
- Substitua descartáveis como copos, talheres,
canudos e isqueiros por similares duráveis.
- Aproveite talos e folhas de verduras, cascas de
frutas.
- Diminua o desperdício de alimentos e evite
embalagens supérfluas, sofisticadas ou de difícil
(isopor, caixas tipo longa vida) ou nenhuma (celofane,
papel aluminizado) reciclagem no Brasil.
Algumas dicas de como Reutilizar
- Reaproveite envelopes, cartolinas
e folhas de papel com verso livre para rascunho ou
para imprimir documentos a serem enviados por fax.
- Utilize frascos e potes para outros fins.
- Reaproveite sobras de materiais de construção.
- Antes de descartar tente consertar os utensílios
e aparelhos com sapateiros, costureiros, técnicos
e restauradores ou transforme-os em outros produtos
e doe-os a quem precisa.
Reduzir, Reutilizar e Reciclar
Quando nos preocupamos
em diminuir o impacto do lixo, devemos sempre
pensar nos três erres: Reduzir, Reutilizar
e Reciclar. Reduzir o desperdício, reutilizar
sempre que for possível antes de jogar
fora e reciclar os materiais. Quando falamos em
reduzir, nossa atuação pode começar
desde o momento da compra. Deveríamos evitar
a compra de produtos com exageros na embalagem,
principalmente aquelas de isopor, papel celofane
ou papel alumínio, que apresentam pouca
ou nenhuma aceitação no mercado
de reciclagem e levam muito tempo para se degradar
no meio ambiente (veja tabela na página
ao lado). Podemos também reduzir o desperdício
através de pequenas ações
em casa e no trabalho, como utilizar a frente
e o verso das folhas de papel e reutilizar os
copos descartáveis e os potes de vidros.
Reciclar é, na verdade, separar para a
reciclagem, pois os cidadãos comuns não
reciclam (a não ser os artesãos
de papel reciclado). A melhor alternativa para
reciclar, contribuindo assim com um mundo mais
limpo, é procurar uma entidade governamental,
filantrópica ou uma cooperativa de catadores
de lixo, que coletarão o lixo em sua casa
ou condomínio (veja tome nota na página
8).
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A coleta seletiva é uma alternativa ecologicamente
correta que desvia uma quantidade significativa de
resíduos sólidos de seu destino para
os aterros sanitários e minimiza o desperdício,
permitindo a reciclagem e a reutilização.
Com isso alguns objetivos importantes são alcançados:
a vida útil dos aterros sanitários é
prolongada e o meio ambiente é menos contaminado.
Além disso, o uso da matéria prima reciclável
diminui consideravelmente a demanda por recursos naturais.
No Brasil, já são mais de 500 mil catadores
espalhados por mais de 3,8 mil municípios.
Estima-se que os catadores sejam responsáveis
por 90% dos materiais que alimentam as indústrias
recicladoras. Segundo levantamento da Associação
Brasileira de Alumínio (ABAL) o Brasil desde
2001 se mantém como líder mundial na
reciclagem de latas de alumínio. Mas não
pense que isso ocorrre devido a um suposto alto nível
de conscientização e eficiência
ecológica brasileira. Essa posição
se deve ao fato de termos no Brasil um exército
de miseráveis sem alternativas que sobrevivem
e sustentam suas famílias às custas
da cata de latas de alumínio.
Reciclando, a humanidade poupa os recursos naturais,
economiza energia, reduz a poluição,
gera empregos e deixa as cidades mais limpas e agradáveis.
De acordo com a ONU, Organização das
Nações Unidas, uma tonelada de papel
reciclado poupa cerca de 22 árvores, economiza
71% de energia elétrica e diminui a poluição
do ar em 74%.
| Aquecimento
Global |
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Pesquisas em vários pontos do planeta
confirmam que a Terra está sob processo
de aquecimento. O aquecimento global é
uma hipótese de que o aumento da temperatura
da atmosfera é a conseqüência
do aumento da emissão de gases estufa,
principalmente o CO2, pelas atividades humanas,
como a queima de combustíveis fósseis
como carvão e derivados de petróleo,
de indústrias, refinarias e motores automotivos.
O aumento da emissão desses gases aumenta
também a capacidade da atmosfera de aprisionar
calor. Essa capacidade é conhecida como
Efeito Estufa.
Este efeito, ao contrário do que muitos
pensam, é um fenômeno natural e
benéfico aos seres vivos. Quando se alerta
para os riscos relacionados ao Efeito Estufa,
o que está em foco é a sua possível
intensificação causada pela ação
do homem, alterando o clima na Terra.
A atmosfera do nosso planeta é constituída
de gases que permitem a passagem da radiação
solar e absorvem grande parte do calor (a radiação
infravermelha térmica) emitido pela superfície
aquecida da Terra. Graças a esse efeito
estufa, a temperatura média da superfície
do planeta mantém-se em cerca de 15°C.
Sem o efeito estufa, a temperatura média
da Terra seria de 18°C abaixo de zero. Portanto,
o efeito estufa natural sempre foi benéfico
ao planeta, pois criou todas as condições
para a existência de vida. |
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A atmosfera do nosso planeta é constituída
de gases que permitem a passagem da radiação
solar e absorvem grande parte do calor (a radiação
infravermelha térmica) emitido pela superfície
aquecida da Terra. Graças a esse efeito estufa,
a temperatura média da superfície do
planeta mantém-se em cerca de 15°C. Sem
o efeito estufa, a temperatura média da Terra
seria de 18°C abaixo de zero. Portanto, o efeito
estufa natural sempre foi benéfico ao planeta,
pois criou todas as condições para a
existência de vida.
A hipótese da intensificação
do fenômeno é muito simples, do ponto
de vista da física. Quanto maior for a concentração
de gases, maior será o aprisionamento do calor
e, consequentemente, mais alta a temperatura média
do globo terrestre. A maioria dos cientistas envolvidos
nas pesquisas climáticas, está convencida
de que a intensificação do fenômeno,
em decorrência das ações e atividades
humanas, estão provocando esse aquecimento.
Como não há concenso, o Efeito Estufa
ainda continuará a ser objeto de muita discussão
entre os cientistas e a sociedade.
Preocupados com o Efeito Estufa e seu impacto no aquecimento
global, representantes de 160 países assinaram
um acordo em 1997 para a redução da
emissão de gases poluentes. O chamado “Protocolo
de Kyoto” estipulou metas para a redução
da emissão de gases poluentes nos países
industrializados. Ainda que o presidente dos Estados
Unidos se recuse a assiná-lo, o acordo tentará
alcançar uma redução de 5,2%
na emissão de seis gases até 2012 (CO2,
CH4, N2O, HFCs, PFCs e SF6). Reuniões suplementares
continuam sendo realizadas para tentar determinar
os parâmetros finais do protocolo.
As conseqüências do aquecimento global,
envolvem questões complexas sobre as quais
os próprios especialistas ainda não
têm opinião formada. É muito difícil
prever as mudanças climáticas, os prejuízos
e custos da prevenção destas mudanças
e planejar ações que possam minimizar
os efeitos negativos. No entanto, os efeitos desastrosos
já são apontados por especialistas do
mundo inteiro e alguns já acontecem embaixo
de nosso olhos, como o próprio El-ninõ.
As previsões indicam um aquecimento dos mares,
que provocará um grande degelo dos polos e
o aumento do nível dos oceanos e, consequentemente,
a inundação de várias áreas
litorâneas. A umidade e o calor provocarão
um aumento do número de insetos com o correlato
aumento das doenças por eles transmitidas,
como a malária. É prevista também
uma redução das colheitas na maior parte
das regiões tropicais e subtropicais, onde
a comida já é escassa. Como se isto
não bastasse, haveria um decréscimo
da água disponível e, por outro lado,
maior risco de enchentes em determinados locais. As
áreas mais pobres do globo, por sua escassa
capacidade de adaptação, serão
certamente as mais vulneráveis. Essas são
algumas das conclusões do Terceiro Relatório
do IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Change),
um grupo organizado sob os auspícios das Nações
Unidas com a finalidade de estudar as mudanças
climáticas.
Faça sua parte, o Planeta não
pode mais esperar!
Preserve a fauna - Evite comprar
adereços que utilizem produtos de origem animal
como penas, plumas, peles, marfim e ossos.
Denuncie o tráfico de animais - Evite ter animais
silvestres como bichos de estimação
e denuncie o comércio destes animais.
Preserve a flora - Evite comprar
móveis ou outros utensílios feitos com
madeiras de árvores ameaçadas de extinção,
como mogno, imbuía, araucária, peroba,
canela e marfim.
Substitua o palmito - Substitua o consumo de palmito
juçara, cuja espécie está ameaçada
de extinção, pelos palmitos de pupunha,
açaí ou palmeira real.
Economize água - Evite o desperdício
durante o banho, escovação dos dentes
e lavagem de louça, e evite o uso da “vasoura
hidráulica” na lavagem de calçadas
e ruas.
Evite a contaminação da natureza - Procure
consumir produtos cultivados sem o uso de defensivos
agrícolas e prefira sempre os produtos reconhecidamente
não-poluidores.
Seja um consumidor consciente - Evite
adquirir produtos com excesso de embalagens descartáveis,
pois consomem recursos em sua fabricação
e aumentam muito a quantidade de lixo.
Não desperdice energia - Utilize a energia
elétrica racionalmente, evitando deixar ligados
aparelhos ou lâmpadas sem necessidade.
Não jogue lixo nas ruas, parques e
praias - Veja quantos anos seu lixo pode
manter-se na natureza (veja tabela na página
4) e pense que esse lixo pode não só
contaminar o ambiente mas também pode levar
vários animais marinhos à morte por
ingestão. Tartarugas morrem no mundo inteiro
ao confundir saco plástico com água
viva. Se onde estiver não tiver lixeiras, coloque
na bolsa e descarte-o em casa.
Ajude a diminuir a quantidade de lixo -
Prefira sempre produtos feitos com material reciclado.
Recicle - Separe o lixo para reciclagem e agende sua
coleta seletiva (veja como, no final da matéria).
Participe de projetos ambientais - Há inúmeros
projeto onde você pode participar diretamente,
como voluntário, ou indiretamente, como associado,
contribuindo assim para a preservação
ambiental.
Seja um educador ambiental - Transmita para as pessoas
e crianças que você conhece a importância
de preservar nosso meio ambiente.
Mata Atlântica
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O desequilíbrio ambiental
e climático já demonstra resultados
negativos também para as nossas matas.
Junto com o aumento da temperatura temos a previsão
de uma diminuição significativa
nos índices pluviométricos para
as regiões de Mata Atlântica. Ou
seja, dentro de 100 anos a área ocupada
hoje pela Mata Atlântica será mais
quente e mais seca. Isto se até lá
não tivermos destruído o que sobrou
de uma das matas mais ricas em biodiversidade
do mundo. É a floresta mais rica do mundo
em árvores por unidade de área,
apresentando 454 espécies por hectare no
sul da Bahia.
A destruição das florestas e a sua
má utilização iniciou-se
na época do descobrimento do Brasil. Quando
os europeus desembarcaram em nossas terras a Mata
Atlântica ocupava cerca de 15% do território
brasileiro. Hoje, após uma assustadora
devastação, a mata foi reduzida
a apenas 7% da área original, ou cerca
de 1% do território brasileiro. A situação
crítica da Mata Atlântica fez com
que a ONG Conservação International
incluisse esse Bioma entre os cinco primeiros
colocados na lista de Hotsposts __ 25 bioregiões
selecionadas em todo o mundo, consideradas as
mais ricas em biodiversidade e, ao mesmo tempo,
as mais ameaçadas.
Historicamente, os setores agropecuário,
madeireiro, siderúrgic |
Historicamente, os setores agropecuário, madeireiro,
siderúrgico e imobiliário pouco se preocuparam
com o futuro das florestas ou com a conservação
da biodiversidade. Pelo contrário, sempre agiram,
e agem até hoje, objetivando o maior lucro
em um menor tempo possível. O mais grave é
que essa falta de compromisso com a conservação
e estímulo ao desmatamento, historicamente,
partiram dos próprios governos brasileiros.
Amazônia
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Não podemos deixar de mencionar
também a forte ameaça que a Floresta
Amazônica vem enfrentando. Mesmo sendo considerada
(erroneamente) o pulmão do Planeta, suas
florestas vêm sendo destruídas há
anos por queimadas e desmatamentos, provocando
perdas irreparáveis de espécies
animais e vegetais.O Ministério do Meio
Ambiente já comprovou que o desmatamento
só tem aumentado, principalmente nos dois
últimos anos. Cerca de 26.130 quilômetros
quadrados foram devastados entre agosto de 2003
e agosto de 2004, e o grande vilão é
a indústria madeireira. A região
é a maior reserva de madeira tropical do
mundo e exporta madeira principalmente para os
países europeus. A Floresta Amazônica
tem 5,5 milhões de quilômetros quadrados,
abrigando um terço de todas as espécies
vivas do planeta.
Cada espécie animal ou vegetal extinta
representa um grave desequilíbrio no ecossistema
local e uma enorme perda da biodiversidade mundial.
Se falarmos na linguagem que esse setores da economia
entendem, podemos comparar com o empresário
que compra uma indústria e, sem ter nenhuma
noção das funções
de seus quadros, demite alguns funcionários
a esmo. Correrá o sério risco de
ver sua industria parada. |
Águas e Oceanos
Os cientistas alertam: “a
água potável será um dos
primeiros recursos naturais a se esgotar nos próximos
séculos”. Alguns países já
se deram conta disso e competem ferozmente entre
si por esse precioso recurso. Se no passado, as
especiarias provocaram muitas guerras, imagine
a falta de água. Já existem centenas
de conflitos expalhados pelo Planeta. Os principais,
como não poderia deixar de ser, estão
na África e no Oriente Médio. Na
América do Sul, os conflitos pelo uso da
água estão concentrados em sua maioria
no território brasileiro (Bacia Amazônica,
Bacia da Prata, Aqüífero Guarani e
Águas Costeiras).
As conseqüências da falta de água
e sua contaminação já são
uma realidade até mesmo no Brasil, um dos
países mais rico em recursos naturais e
hídricos do mundo. “Cerca de 89%
das pessoas que estão nos hospitais foram
vitimas da falta de acesso à água
de boa qualidade” diagnostica o Ministério
da Saúde.
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As atividades industriais, mineradoras e agrícolas
são as principais emissoras de poluentes tóxicos
responsáveis pela contaminação
da água. Entre as substâncias descarregadas,
estão os compostos orgânicos do clorinato,
minerais, derivados de petróleo, mercúrio
e chumbo (todos provenientes das indústrias)
e fertilizantes, pesticidas e herbicidas (da agricultura).
Com as chuvas, esses poluentes são arrastados
para os rios. Outra importante fonte de poluição
são os esgotos. Nas cidades e regiões
agrícolas, são lançados diariamente
cerca de 10 bilhões de litros de esgoto que
poluem rios, lagos e áreas de mananciais. Qualquer
poluente que entre em contato com o solo ou com a
água pode contaminar também os lençóis
de água subterrâneos.
Os mares e oceanos recebem boa parte dos poluentes
dissolvidos nos rios dos centros industriais e urbanos
localizados no litoral. O esgoto, em geral, é
despejado sem nenhum tipo de tratamento. O excesso
de material orgânico no mar leva à proliferação
descontrolada de microrganismos que acabam formando
as chamadas marés vermelhas, que matam e intoxicam
peixes e outros frutos do mar, tornando-os impróprios
para a alimentação. Para piorar, um
milhão de toneladas de óleo são
despejadas por ano e espalham-se pela superfície
dos oceanos, formando uma camada compacta que demora
para ser absorvida e mata muitos animais.
Segundo Stjepan Kecknes, diretor do Centro de Programas
de Atividades Oceânicas e Costeiras do PNUMA
(Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente), oitenta e cinco por cento dos 20 bilhões
de toneladas de material poluente despejados anualmente
nos oceanos provêm dos continentes. Noventa
por cento desse material permanece na área
costeira, criando sérios problemas ambientais
e de saúde.
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Coleta
seletiva - TOME NOTA |
www.lixo.com.br
- Neste site você encontra endereços
de cooperativas de coleta de lixo reciclado
em algumas cidades do Brasil
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